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Título: Relações internacionais no Século XXI :desafios ao poder naval brasileiro/Alan Kardec Mota
Autor(es): Mota, Alan Kardec
Palavras-chave: assuntos militares em geral
ciência militar
355 22
Poder naval Brasil
Política externa Brasil
T8 - ESTRATÉGIA, ESTRATÉGIA MARÍTIMA E ESTRATÉGIA NAVAL (DGPM-305)
Data do documento: 2016
Editor: Rio de Janeiro:EGN,
Descrição: EGN:Tese de doutorado a ser apresentada à Escola de Guerra Naval, como requisito parcial para a conclusão do Curso de Política e Estratégia Marítimas
Inclui bibliografia
O poder brando nas relações internacionais do século XXI exacerbam a relevância do emprego do poder naval brasileiro em apoio à política externa do Brasil. Aspectos relevantes marcam o início deste século XXI, uma vez que o mundo vivencia uma era de mudanças no sistema internacional, com o crescimento da importância de atores, antes com reduzida influência no contexto das relações internacionais, e que agora dividem os cenários com as grandes potências mundiais, contribuindo de alguma forma para o estabelecimento de uma nova ordem internacional. A evolução das tecnologias da informação alavancaram o fenômeno da globalização, permitindo que grupos de pressão de menor expressão tenham acesso ao conhecimento, em tempo real, dos fatos relevantes para o âmbito das relações internacionais. Da mesma forma, as economias apresentam-se cada vez mais interconectadas por meio de seus intensos fluxos comerciais e financeiros, surgindo assim grupos de países que buscam específicos entendimentos entre si, visando à proteção de suas economias e maior representatividade no cenário internacional. Os Estados continuam sendo os principais atores do sistema internacional, mas compartilham a capacidade de influenciar este sistema com outros atores não estatais, possuidores de poder das relações transnacionais, caracterizando uma difusão de poder nas relações internacionais. O sistema internacional, ao início do século XXI, ainda que sujeito à hegemonia militar dos Estados Unidos da América, apresenta um contexto de multipolaridade que contribui para que os conflitos armados sejam atenuados e ocorram de forma regionalizada. Os Estados pesam as suas participações naqueles conflitos, buscando a redução dos níveis de violência, de modo a assegurar a legitimidade de suas ações, por parte da comunidade internacional, em especial à Organização das Nações Unidas. As chamadas novas ameaças, representadas por agentes não estatais como as organizações terroristas, a pirataria, o narcotráfico e o crime organizado, atuam em espaços transnacionais e influenciam a complexidade das relações internacionais, contribuindo para a instabilidade da ordem internacional. A cooperação entre os países ganha destaque no combate às novas ameaças, uma vez que os Estados, agindo isoladamente, possuem limitada capacidade de obtenção de resultados eficazes. Nesse sentido, a cooperação entre Estados e atores não estatais, eleva a importância da ampliação do poder brando nas relações internacionais. Este trabalho pretende identificar aspectos do emprego do poder naval brasileiro, em contribuição ao fortalecimento do poder brando do país e analisar os casos nos quais a atuação da Marinha do Brasil poderá contribuir para esse fim. Dessa forma, é realizada uma análise dos pressupostos teóricos de poder, poder inteligente, poder duro e poder brando, especialmente na condução das relações internacionais, bem como quanto ao emprego de forças armadas. Segue o exame das relações internacionais neste século e as relações do Brasil com o Atlântico Sul, com relação aos aspectos de defesa nacional. A conjuntura do poder naval brasileiro, considerando as principais restrições orçamentárias, será analisada de modo a identificar a coerência e a oportunidade de emprego do poder naval, com a ativa participação da Marinha do Brasil, nas áreas de interesse nacional, em contribuição à política externa brasileira.
Abstract: The soft power for international relations in the twenty-first century exacerbates the relevance of the Brazilian naval power employment in support to the foreign policy of Brazil. Relevant aspects mark the beginning of the XXI century, since the world has experienced an era of changes in the international system. The growing importance of some players that in the past had a reduced influence in the context of international relations, now they share the scenarios with powerful countries, contributing in this way to the establishment of a new international order. The evolution of information technology boosted the phenomenon of globalization, allowing groups less significants to have access to knowledge, in a real time, about the relevant facts in the scope of international relations. Similarly, the economies have become increasingly interconnected through its intense commercial and financial flows, whereby different groups of countries have emerged seeking specific understandings among themselves, in order to protect their economies and to increase their representations in the international arena. The states remain the main players in the international system, but share with other non-state actors the capability to influence this system, which have the power to conduct transnational relations causing a diffusion of international relations power. The international system, in the early twenty-first century, although subject to military hegemony of the United States of America, presents a context of multipolarity that contributes to armed conflicts to be mitigated and occur on a regional level. The States have to decide how they take part in those conflicts, seeking to reduce the levels of violence, in order to ensure the legitimacy of their actions by the international community, especially the United Nations. The new threats, represented by non-state actors such as terrorist organizations, piracy, drug trafficking and organized crime, carry operations in transnational spaces that have influence to the complexity of international relations, contributing to the instability of the International order. Cooperation between countries is highlighted in the combat of new threats, since the states, if acting alone, have limited capability to obtain effective results. In this sense, cooperation between States and non-State actors, raises the importance of expansion of soft power in international relations. This study aims to identify aspects of the Brazilian naval power employment, its contribution to strengthening of the soft power of the country and analyze the cases in which the role of the Navy of Brazil, can contribute to its end. More over, an analysis of the theoretical assumptions of power, smart power, hard power and soft power, especially in the conduction of international relations, as well as the use of armed force in this sense. Following an examination of international relations in this century and Brazil's relations with the South Atlantic, with respect to matters of national defense. Finally, the situation of the Brazilian naval power, considering the main budget constraints, will be analyzed in order to identify consistency and employment opportunities of naval power, with the active participation of the Navy of Brazil, in the areas of national interest, in contribution to the Brazilian foreign policy.
URI: http://www.redebim.dphdm.mar.mil.br:8080/pergamumweb/vinculos/000013/000013cb.pdf
http://repositorio.mar.mil.br/handle/ripcmb/29939
Aparece nas coleções:Defesa Nacional: Coleção de Trabalhos de Conclusão de Curso
Estudos Militares: Coleção de Trabalhos de Conclusão de Curso

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